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Press Center 10-02-2026

10-02-2026

Entre cheias, tempestades e alertas sucessivos, o país volta a confrontar-se com a fragilidade da resposta a situações de emergência. De Estarreja a Ovar, de Salvaterra de Magos a Alcácer do Sal, as imagens repetem-se: populações desalojadas, vias cortadas, serviços essenciais interrompidos, milhares de casas sem eletricidade e o socorro a funcionar sob enorme pressão. Histórias como a do homem que passou quase uma hora agarrado a uma árvore, arrastado pela corrente, tornaram-se símbolo de um inverno marcado por depressões sucessivas, Kristin, Nils e por uma sensação persistente de improviso. As Forças Armadas reforçaram a atuação, mas só após pedidos diretos das autarquias, expondo falhas de coordenação que motivaram críticas duras e culminaram na demissão da ministra da Administração Interna.

A par da crise climática, cresce a inquietação com a segurança interna. A sucessão de crimes violentos,  esfaqueamentos em escolas, jardins públicos e habitações, inspetores da PJ baleados, assaltos organizados dignos de cinema, cruza-se com redes de tráfico de droga, imigração ilegal e criminalidade financeira cada vez mais sofisticada. O aumento das denúncias de conteúdos ilegais online e os alertas para a amplificação da desinformação por algoritmos e emoções revelam um espaço público mais tenso e vulnerável. Também os sindicatos da PSP e dos bombeiros falam em “caos no socorro” e acusam o Governo de manipular números e ignorar avisos.

No plano político e institucional, os sinais externos não são tranquilizadores. Portugal acompanha a tendência europeia de agravamento da perceção de corrupção, enquanto nos Estados Unidos o índice atinge níveis históricos negativos. A falta de magistrados, decisões judiciais controversas e casos de má gestão em empresas públicas alimentam a erosão da confiança. Ao mesmo tempo, especialistas insistem que o país continua a falhar na prevenção: não educa para o risco sísmico, planeia mal o território e reage sempre depois da tragédia.

Lá fora, o cenário é igualmente instável. A guerra na Ucrânia mantém-se, com Bruxelas a preparar exigências à Rússia e a União Europeia a desenhar mecanismos de alerta por satélite. No Médio Oriente e no Pacífico, novos episódios de violência lembram que a proliferação de armas, convencionais e nucleares, é uma ameaça real. 

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J.M.Ferreira

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