está a ler...
Ambiente, Catástrofes, Ciências Forenses, Cibersegurança, Defesa, droga, Espaço, Forças Armadas, forças de segurança, geopolítica, informações, Inteligência Artificial, Investigação Criminal, Justiça, Proteção Civil, Relações Internacionais, Saúde, Segurança

Press Center 16-02-2026

16-02-2026

O dia informativo ficou marcado por um país ainda a contas com as consequências das tempestades, por um agravamento do clima geopolítico na Europa e por múltiplos alertas das autoridades nacionais e internacionais.

Em Portugal, a A1 esteve cortada no Carregado no sentido Sul–Norte, enquanto um abatimento interrompeu a circulação na EN 222, em Resende. Mantêm-se constrangimentos em várias linhas ferroviárias, apesar da retoma da circulação na Linha do Norte entre Soure e Coimbra-B. O Tejo desceu do nível de alerta vermelho para amarelo, mas atingiu 33 metros e reacendeu o debate em torno da chamada “cota 35”. No Mondego, arrancaram as obras de recuperação do dique, solução provisória que deverá demorar cerca de 15 dias, num quadro mais vasto de intervenções que inclui o rio Lis e o Tejo.

No terreno, a Proteção Civil registou 95 ocorrências até às 4h desta segunda-feira, menos do que no sábado, mas ainda com milhares de clientes sem eletricidade nas zonas afetadas pela depressão Kristin. Municípios como Mafra estimam prejuízos na ordem dos oito milhões de euros, enquanto no Oeste aumentou o número de desalojados e deslocados. O Governo anunciou um investimento de 30 milhões de euros em pastoreio extensivo para reduzir o risco de incêndios, numa estratégia de prevenção estrutural.

A segurança interna voltou também ao centro da agenda. A PSP deteve 648 pessoas e apreendeu cerca de 40 mil doses de droga na última semana, num contexto em que as autoridades europeias de finanças e seguros alertam para o crescimento de fraudes e crimes com recurso à inteligência artificial. Disparam igualmente as burlas associadas a falsas ofertas de trabalho online. No plano judicial, arrastam-se processos sensíveis, como o caso de alegada corrupção no Ministério da Defesa, sem previsão para julgamento.

A nível internacional, a guerra na Ucrânia permanece num impasse. Apesar de Kiev anunciar a recuperação de 200 quilómetros quadrados de território, as expectativas para nova ronda de negociações entre russos, ucranianos e norte-americanos são baixas. A ONU admite que 325 mil pessoas possam voltar a fugir do país. Suspeita-se que Moscovo tenciona levar a cabo operações de sabotagem na Europa e o Presidente russo deu ordem para posicionar armas nucleares junto à fronteira com a União Europeia, aumentando a tensão. A Finlândia prepara-se para acolher na Lapónia o comando de uma força avançada da NATO no Ártico, enquanto Portugal enviará 164 fuzileiros para a Lituânia em março.

Na frente transatlântica, multiplicam-se sinais de ambiguidade estratégica. Entre declarações contraditórias em Washington sobre a Ucrânia e negociações difíceis entre EUA e Irão, com Teerão a rejeitar qualquer “rendição face a ameaças”,  cresce o debate europeu sobre autonomia estratégica e a chamada União Europeia de Defesa. A Alemanha defende austeridade para cumprir metas da NATO em gastos com defesa, reabrindo discussões sobre prioridades orçamentais.

No Médio Oriente, os Estados Unidos anunciaram um pacote de cinco mil milhões de dólares para Gaza e pediram a desmilitarização do Hamas, ao mesmo tempo que Itália se diz disponível para contribuir para o treino de novas forças policiais no território. O mundo árabe acusa Israel de pretender anexar a Cisjordânia, e a Indonésia planeia enviar mil soldados para Gaza até abril.

_________________________________

__________________________________

J.M.Ferreira

Discussão

Ainda sem comentários.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

WOOK