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Press Center 20-02-2026

20-02-2026

20 de fevereiro de 2026 deixa um retrato denso e inquietante do momento que Portugal e a Europa atravessam. Entre a gestão da escassez de água no sul do país, prejuízos das tempestades que podem atingir seis mil milhões de euros e cerca de 170 estradas ainda encerradas, percebe-se que a vulnerabilidade estrutural do território já não é um alerta académico é um dado da realidade.

A Agência Portuguesa do Ambiente garante reservas hídricas para dois ou três anos no sul, mas a sucessão de fenómenos extremos e os danos em infraestruturas expõem fragilidades acumuladas. A frase que ecoa, “o maior erro foi não termos construído bem”,  é mais do que uma crítica técnica: é um diagnóstico político sobre décadas de planeamento insuficiente.

Internamente, o retrato é igualmente exigente. A auditoria que aponta riscos de duplo financiamento aos bombeiros levanta dúvidas sobre controlo e eficiência na gestão pública. O Parlamento discute o reforço da proteção às vítimas de violência doméstica, enquanto o país contabiliza 89 homicídios num ano e se sucedem casos de criminalidade grave, tráfico internacional e abusos. O contraste entre o esforço legislativo e a persistência dos crimes sublinha um desafio estrutural: a eficácia das respostas institucionais.

Mas é na vertente internacional que o cenário ganha contornos mais decisivos. O agravamento das tensões entre EUA e Irão, as advertências sobre a ordem mundial, a guerra na Ucrânia e as movimentações da NATO revelam um sistema global em recomposição acelerada. A Europa debate uma Economia de Defesa própria, enquanto cinco países lançam iniciativas para desenvolver drones autónomos de baixo custo, sinal claro de que a segurança e a indústria estratégica voltaram ao centro das prioridades.

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J.M.Ferreira

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