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Press Center 26-02-2026

26-02-2026

A decisão do Supremo Tribunal de Justiça de manter a pena de 25 anos ao homem que, em 2024, atropelou e matou a ex-namorada em Matosinhos reafirma um sinal de intolerância face à violência nas relações íntimas. Num ciclo noticioso marcado por agressões filmadas, esfaqueamentos juvenis, pornografia de menores e sucessivas operações antidroga no Porto, Braga e Lisboa, a confirmação da pena máxima tem um peso simbólico claro: a justiça procura estabilidade num ambiente social crispado.

Ao mesmo tempo, o aumento das deportações de criminosos portugueses do Reino Unido sublinha a dimensão transnacional do fenómeno criminal.

Mas a sucessão de detenções, algumas envolvendo reincidentes libertados após múltiplas capturas, reacende o debate sobre eficácia penal e resposta prisional. A perceção de insegurança não nasce apenas dos números; nasce da repetição.

Por outro lado, o mau tempo deixou marcas que não desaparecem com o restabelecimento da energia elétrica. A depressão Kristin agravou o risco de incêndio em zonas fragilizadas, os bombeiros exigem um plano de prevenção de emergência e o Governo volta a ser pressionado a antecipar em vez de reagir. Há verbas anunciadas para quartéis danificados, mas acumulam-se dívidas às corporações. As crateras no IC19 tornaram-se metáfora involuntária de uma governação que corre atrás do prejuízo.

O debate político reflete essa tensão. Os partidos convergem na promoção de uma “cultura de prevenção”, mas divergem no alcance da intervenção do Estado. A comissão parlamentar de inquérito aos negócios dos incêndios regressa num momento em que o território expõe, de novo, fragilidades estruturais.

No exterior, a pressão é maior. Quatro anos após o início da guerra, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou um ataque com centenas de drones e rejeitou alegações russas sobre armas nucleares. A Ucrânia e os Estados Unidos discutem reconstrução sem paz à vista, enquanto Moscovo admite quebras nas receitas energéticas. O conflito consolidou-se como uma guerra de escala global.

Em Genebra, as negociações sobre o programa nuclear iraniano arrancam sob desconfiança. Teerão apresenta propostas; Washington mantém pressão máxima. Marco Rubio fala em “estabilidade estratégica” com a China, num tabuleiro onde espionagem, sanções e diplomacia coexistem. Do Sudão ao Afeganistão, do Brasil a Moçambique, os números de vítimas recordam que a instabilidade climática e política não é exceção, é tendência.

Por fim, casos de vigilância digital e desinformação gerada por inteligência artificial alimentam uma erosão mais silenciosa: a da confiança.

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J.M.Ferreira

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