03-05-2026
O aumento de 40% das mortes na estrada em Portugal trouxe para o centro do debate público a eficácia das políticas de segurança rodoviária. O Governo aponta à necessidade de reforçar a fiscalização e apostar em tecnologia para combater um persistente “sentimento de impunidade”, ao mesmo tempo que sublinha a capacidade operacional da GNR para responder a contextos cada vez mais exigentes. Ainda assim, o comandante-geral desta Força de Segurança de natureza militar defende uma abordagem mais ampla, baseada numa visão estratégica que enfrente não só a criminalidade organizada, mas também fenómenos emergentes como a desinformação.
Este clima de preocupação interna cruza-se com sinais de tensão social e criminalidade: agressões a agentes, casos de violência doméstica, extorsão e crimes violentos multiplicam-se nas notícias, enquanto o sistema prisional alerta para a falta de recursos humanos. A segurança, como reconhecem responsáveis políticos, está longe de ser um dado adquirido.
No plano político, o Presidente da República promulgou a nova Lei da Nacionalidade, procurando salvaguardar os processos pendentes, enquanto o país mantém a recusa de acolher novos refugiados até estar resolvido o litígio com Bruxelas. São decisões que refletem um equilíbrio delicado entre compromissos internacionais e pressões internas.
Mas é no cenário internacional que se acumulam os maiores fatores de instabilidade. A guerra na Ucrânia continua a escalar, com ataques de drones, perdas territoriais e ofensivas contra infraestruturas estratégicas. No Médio Oriente, o Estreito de Ormuz volta a emergir como ponto crítico, com iniciativas militares dos Estados Unidos e reações duras do Irão, enquanto aliados europeus apelam à reabertura da via marítima e evitam entrar em “modo de crise”.
A administração norte-americana intensifica ainda a venda de armamento à região e ameaça redefinir o seu posicionamento na NATO, incluindo a retirada de tropas da Alemanha, decisões que podem redesenhar o equilíbrio geopolítico global. Ao mesmo tempo, incidentes como drones em espaço aéreo europeu, ataques a navios ou desaparecimento de militares sublinham a fragilidade da segurança internacional.
Num mundo marcado por conflitos armados, catástrofes naturais e crises humanitárias, das cheias no Quénia à migração irregular no Canal da Mancha, a interdependência entre segurança interna e externa torna-se cada vez mais evidente. Portugal não escapa a esta realidade: enfrenta desafios próprios, mas também as ondas de choque de um sistema internacional em transformação acelerada.
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J.M.Ferreira

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