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Press Center 13-04-2026

13-04-2026

Da violência doméstica aos drones sobre Kiev, passando por julgamentos que chocam o país, este foi mais um dia complicado, dentro e fora de portas.

Em Portugal, os tribunais estiveram no centro das atenções. Quatro jovens, entre eles um jogador de futebol, começaram a ser julgados pela violação de uma menor em Loures, com os vídeos do crime partilhados nas redes sociais. Apenas um dos acusados falou em audiência, alegando que tudo foi consensual. O caso tem chocado o país desde que veio a público. Noutro julgamento de contornos perturbadores, o Hospital de Braga e um cirurgião foram condenados pela morte de um doente de 33 anos. E um empregado de mesa foi sentenciado a 12 anos de prisão por ter atacado a ex-namorada com ácido em Amarante, enquanto, noutro caso semelhante, a mulher desfigurada com ácido em janeiro continua hospitalizada e o agressor permanece em liberdade.

No capítulo da criminalidade, os populares voltaram a fazer o que a polícia nem sempre consegue: em Arroios, Lisboa, um homem foi apanhado em flagrante por residentes ao tentar furtar uma mota. Já em Castelo de Vide, foram detidos suspeitos na posse de bastões, algemas e carteiras falsas do FBI, um cenário que levanta mais questões do que respostas. A GNR e a PSP registaram ainda múltiplas detenções por violência doméstica, burlas, furtos e condução sem carta um pouco por todo o país. Destaque também para o caso de uma advogada brasileira condenada por homicídio, mais concretamente, por ter mandado matar o marido no Brasil, que agora pede asilo em Portugal para travar a extradição. E um burlão responsável por um golpe de 26 milhões de euros na América esconde-se no país a trabalhar como estafeta.

As estradas portuguesas continuam a ser palco de tragédias: as mortes dispararam 36% no início deste ano face a 2025. Esta segunda-feira, registou-se mais uma colisão fatal entre automóvel e camião na A1, no Cartaxo, e um homem morreu atropelado no IC2, em Albergaria-a-Velha.

A guerra na Ucrânia retomou a sua lógica implacável assim que terminou a trégua da Páscoa ortodoxa: a Rússia terá violado o cessar-fogo quase 11 mil vezes, e Kiev reivindicou um ataque a uma fábrica de químicos a 800 quilómetros da fronteira russa. Os drones voltaram a sobrevoar território ucraniano.

No Médio Oriente, a tensão não abranda. Os Estados Unidos avançam com o bloqueio dos portos iranianos, enquanto o Irão ameaça com um “poder bélico inimaginável”. Trump afirma que Teerão “quer fazer acordo”, mas as negociações continuam sem resultado. Netanyahu apoia a pressão americana em Ormuz e avisa que o cessar-fogo em Gaza “pode acabar rapidamente”. Israel intensifica entretanto os ataques ao sul do Líbano, enquanto o líder do Hezbollah rejeita qualquer diálogo, classificando-o como capitulação.

Após o Irão, Trump já aponta baterias a Havana. A política externa americana mantém o seu ritmo de provocações encadeadas, e as suas consequências imprevistas. Na Hungria, considerada até há pouco um aliado informal da nova administração americana, J. D. Vance acumulou recentemente dois fracassos diplomáticos assinaláveis.

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J.M.Ferreira

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